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quinta-feira, 21 de maio de 2009

PARA QUÊ SERVEM AS CASCAS DOS VEGETAIS?

As plantas precisam se proteger contra ataques enquanto crescem no quintal, ou em qualquer outro lugar. Raios ultravioletas, poluição e predadores são agressões constantes. A casca é a primeira linha de defesa poderosa do vegetal. Seja a casca da maçã, da uva ou da laranja, essa parte da fruta tem uma capacidade antioxidante enorme, permitindo a ela resistir aos ataques da natureza. As folhas externas do espinafre e do repolho, por exemplo, tem grandes quantidades de vitamina C, e as florzinhas do brócolis tem mais vitamina C que os talos. As maçãs sem casca tem a metade da proteção antioxidante das inteiras, e as peles amarronzadas, semelhantes a papel, das amêndoas e dos amendoins, estão carregadas com diversos polifenóis bioativos, uma superproteção antioxidante.

Como regra geral, quanto maior a proporção de casca em relação ao interior da fruta, maior a capacidade antioxidante, regra que continua sendo verdadeira para os tomates: quanto menor (tomate-cereja, por exemplo), maior sua capacidade antioxidante.

Podemos aproveitar essa capacidade antioxidante dos vegetais simplesmente comendo a casca deles. Procure comer as frutas e os vegetais adequados com a casca, mas é obrigatória uma lavagem cuidadosa, já que é na casca que residem os pesticidas e as bactérias potencialmente prejudiciais. Quanto aos sucos, escolha aqueles com sedimento no fundo, pois estes contêm pedaços de pele e de polpa e são uma grande fonte de antioxidantes.

Fonte: PRATT,Steven; MATTHEWS, Kathy. Super Alimentos. São Paulo: Prestígio, 2005.

terça-feira, 19 de maio de 2009

PROIBIÇÃO DE FRITURAS, REFRIGERANTES E DOCES EM CANTINAS ESCOLARES


Apesar de ter sido aprovado por unanimidade pela Assembléia Legislativa de São Paulo, o governador José Serra vetou ontem o projeto da lei que proibiria a venda de lanches, bebidas e alimentos que tenham alto índice calórico ou gordura trans pelas lanchonetes de escolas públicas e particulares do Estado.

O projeto da deputada Patrícia Lima excluía das cantinas salgados, frituras, pipocas, chicletes, biscoitos recheados e sucos artificiais. Da mesma forma, a proposta também obrigava a venda de pelo menos dois tipos de frutas e a fixação de um cartaz informando dos benefícios da lei para a saúde dos alunos.

Em seu veto, Serra alegou que alguns pontos do projeto seriam de difícil aplicação e fiscalização pelos agentes da vigilância sanitária, e que "determinadas crianças, até mesmo por recomendação médica, necessitam de uma dieta rica em calorias".

Resta aos eleitores a dúvida se não há interesses ocultos por trás desse veto...